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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2026
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Polícia Civil e Politec identificam ossada como sendo de jovem desaparecida desde 2022 em Barra do Garças

Investigação, análise de vestígios e confronto genético permitiram identificar Amanda Marques Lobato, desaparecida aos 18 anos, e possibilitaram à família realizar uma despedida digna

Redação Panorama
Por Redação Panorama
Polícia Civil e Politec identificam ossada como sendo de jovem desaparecida desde 2022 em Barra do Garças
Foto: Reprodução redes sociais
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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio de investigação conjunta envolvendo a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e a 2ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, com apoio técnico-científico da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), conseguiu identificar uma ossada localizada às margens da BR-070, vinculando os restos mortais ao desaparecimento de Amanda Marques Lobato, registrado no ano de 2022.

Amanda tinha 18 anos quando desapareceu. Conforme Boletim de Ocorrência nº 2022.75750, o desaparecimento foi registrado em 21 de março de 2022, constando como data do fato 13 de março de 2022, em Barra do Garças.

Desde então, o caso permaneceu sob investigação, com a realização de diligências destinadas à localização da jovem e ao esclarecimento das circunstâncias de seu desaparecimento.

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Localização da ossada

No curso de outra atuação investigativa, uma equipe da 2ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças localizou uma ossada humana às margens da BR-070.

Durante os trabalhos realizados no local também foi encontrado um projétil de calibre .32, vestígio que foi devidamente considerado no contexto investigativo e pericial. A presença do projétil, isoladamente, não permite estabelecer a causa da morte, circunstância que depende da análise conjunta dos elementos periciais e investigativos.

Os restos mortais foram encaminhados para os procedimentos de Antropologia Forense, inicialmente na condição de vítima não identificada.

Detalhe observado na ossada levou investigadores à família

Durante a análise do caso, a equipe policial observou na região da canela da ossada uma característica compatível com possível lesão ou alteração preexistente.

A partir desse elemento, associado às informações existentes sobre pessoas desaparecidas na região, os investigadores levantaram a possibilidade de que os restos mortais pudessem pertencer a Amanda Marques Lobato.

Com base na experiência investigativa e no cruzamento das informações disponíveis, a equipe entrou em contato com a mãe da jovem e buscou informações específicas sobre eventual lesão que Amanda apresentasse naquela região do corpo.

As informações fornecidas pela família mostraram-se relevantes e reforçaram a linha investigativa, possibilitando direcionar os procedimentos necessários para uma identificação científica.

Matéria genético da mãe foi utilizado para confronto

Para confirmar tecnicamente a hipótese levantada durante a investigação, foi realizada a coleta de material biológico da mãe de Amanda, Claudia Marques Ferreira, para confronto genético com o perfil obtido dos restos mortais.

O exame pericial confirmou a hipótese investigativa.

Conforme conclusão do laudo pericial, o perfil genético obtido da vítima até então não identificada, relacionada ao Protocolo de Antropologia Forense nº 043838/2024, mostrou-se compatível com o vínculo biológico de filha de Claudia Marques Ferreira.

As análises estatísticas apresentaram Razão de Verossimilhança (LR) de 16.228.220,54, resultado que, segundo a perícia, fornece suporte extremamente forte à hipótese do vínculo genético pesquisado.

Dessa forma, a análise científica confirmou que os restos mortais localizados pertenciam a Amanda Marques Lobato.

Investigação e ciência forense

A identificação representa o resultado da integração entre o trabalho investigativo e a ciência forense.

Um detalhe observado durante a análise da ossada, confrontado com informações obtidas junto à família, permitiu estabelecer uma linha investigativa que posteriormente foi submetida à confirmação científica por meio do exame de DNA.

O caso evidencia a importância da preservação e constante revisão dos registros de pessoas desaparecidas, do cruzamento de informações e da integração entre Polícia Civil, familiares e Perícia Oficial.

Família pode realizar a despedida

Além de representar um avanço para o esclarecimento investigativo, a identificação encerrou um período de anos de incerteza para os familiares de Amanda.

Com a confirmação da identidade e a consequente liberação dos restos mortais, a família pôde finalmente realizar os procedimentos funerários e proporcionar à jovem uma despedida digna.

A Polícia Civil prossegue com as diligências necessárias para o esclarecimento das circunstâncias da morte, buscando estabelecer, com base em elementos técnicos e probatórios, a dinâmica dos fatos e eventual responsabilidade criminal.

FONTE/CRÉDITOS: Assessoria Polícia Civil de Mato Grosso
Redação Panorama

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