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Terça-feira, 02 de Junho de 2026
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MP denuncia vereadora por desviar recursos e falsificar documentos em Ribeirão Cascalheira; órgão também pede afastamento do exercício parlamentar

Marta do Raio X teria cometido os crimes entre 2025 e 2026; entre as medidas cautelares estão as proibições de acessar o prédio da Câmara e falar com outros vereadores

Redação Panorama
Por Redação Panorama
MP denuncia vereadora por desviar recursos e falsificar documentos em Ribeirão Cascalheira; órgão também pede afastamento do exercício parlamentar
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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso ofereceu denúncia criminal contra a vereadora Marta Francisca de Sales, conhecida como Marta do Raio X, “por supostos crimes de peculato e falsidade ideológica, além de omissão de dados técnicos requisitados pelo órgão ministerial". A ação penal tramita na Vara Única da Comarca de Ribeirão Cascalheira e foi protocolada no dia 25 de fevereiro de 2026.

De acordo com a denúncia, entre janeiro e julho de 2025, a parlamentar, filiada ao União Brasil, teria solicitado e recebido valores referentes a diárias de viagens a Brasília (DF), Cuiabá (MT) e Barra do Garças (MT), que, conforme as investigações, não teriam sido realizadas. O Ministério Público sustenta que houve desvio reiterado de recursos públicos e apresentação de relatórios de viagem com informações falsas para justificar os pagamentos.

Os valores apontados na denúncia incluem repasses de R$ 5 mil para supostas viagens a Brasília, R$ 3,2 mil e R$ 8 mil para deslocamentos a Cuiabá, além de quantias menores para viagens a Barra do Garças. Segundo o MP, registros de abastecimento de veículos oficiais indicariam que não houve deslocamento para fora do município nos períodos informados.

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Ainda conforme a peça acusatória, em janeiro de 2026, já no curso de inquéritos civis, a vereadora, na condição de presidente da Câmara Municipal, teria deixado de encaminhar documentos e folhas de cheques requisitados pelo Ministério Público, o que também fundamenta parte da acusação.

Ao todo, o MP denunciou a parlamentar por nove vezes pelo crime de falsidade ideológica, dez vezes por peculato e duas vezes por infração prevista na Lei nº 7.347/85, todos em continuidade delitiva. O órgão também requereu a aplicação de medidas cautelares, incluindo a suspensão do exercício do cargo de vereadora, proibição de contato com outros vereadores e servidores da Câmara e proibição de acesso às dependências do Legislativo municipal.

Caso a suspensão do mandato seja determinada pela Justiça, quem assume a vaga é o suplente Dr. Guilherme, também filiado ao União Brasil.

O processo segue em tramitação na Justiça, e caberá ao Judiciário decidir sobre o recebimento da denúncia e os pedidos de medidas cautelares. Até o momento, não consta nos autos manifestação da defesa da vereadora.

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