Panorama Coletivo - A notícia que te conecta

Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2025
Panorama Coletivo
Panorama Coletivo

Geral

Pesquisadores da UFMT estudam efeitos do óleo de pequi na cicatrização da pele

Projeto comprova potencial terapêutico do fruto típico do Cerrado, com propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas e cicatrizantes

Redação Panorama
Por Redação Panorama
Pesquisadores da UFMT estudam efeitos do óleo de pequi na cicatrização da pele
Foto: Fapemat/Reprodução
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
Imagens

Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Araguaia, estão desenvolvendo um estudo que avalia os efeitos do óleo de pequi (Caryocar brasiliense) nos processos de cicatrização e regeneração dos tecidos da pele. A pesquisa é conduzida pelo Laboratório de Histofisiologia e Reprodução Animal do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

Os frutos utilizados na pesquisa foram coletados e doados por produtores da Fazenda Recanto dos Guerreiros, em Pontal do Araguaia. De acordo com os coordenadores do projeto, os professores Sérgio Marcelino de Oliveira e Kallyne Kioko Oliveira Mimura, o estudo busca não apenas validar o uso tradicional do pequi na medicina popular, mas também demonstrar cientificamente seu potencial como insumo fitoterápico acessível e de baixo custo.

Os testes laboratoriais confirmaram que o óleo do pequi apresenta propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, antimicrobianas e cicatrizantes. Os pesquisadores destacam que esses efeitos podem contribuir para o desenvolvimento de novos produtos terapêuticos, além de agregar valor à cadeia produtiva do fruto, típico do bioma Cerrado.

Leia Também:

O estudo considerou diferentes formas de aplicação do óleo: em frações hidrofílicas, lipofílicas e em sua forma integral. Foram utilizados quatro grupos experimentais com cinco animais cada, divididos entre grupo controle e grupos tratados com as diferentes frações do óleo. A avaliação dos efeitos foi feita em três períodos distintos, no terceiro, sétimo e décimo quarto dia após a indução da lesão.

Além da observação clínica da evolução das feridas, o projeto também realizou análises histológicas, observando a presença de fibras colágenas, mastócitos, miofibroblastos e macrófagos, além da expressão de proteínas associadas à regeneração tecidual, como VEGF, KGF e TGF-beta.

A pesquisa também tem caráter formativo, envolvendo alunos de graduação e pós-graduação. Participam do projeto a mestranda Maria Eduarda Urzeda da Silva, do programa de Pós-graduação em Imunologia e Parasitologia, e a estudante de Farmácia Daniele Lisboa Matsunaka.

Com os resultados, os pesquisadores reforçam a importância de valorizar e investir em pesquisas com produtos naturais, especialmente os que fazem parte da biodiversidade brasileira.

FONTE/CRÉDITOS: Fapemat
Comentários:
Redação Panorama

Publicado por:

Redação Panorama

Saiba Mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!