O delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que o corpo da mulher encontrado nesta quinta-feira (24) em um galpão no campus da UFMT apresentava sinais de violência, como marcas no pescoço e na região da sobrancelha. A Polícia Civil trata o caso como suspeita de homicídio.
“Há marcas que indicam possível esganadura, além de lesões na sobrancelha. A vítima estava seminua, com a parte de cima apenas com um top, o que levanta também a suspeita de estupro, que ainda será confirmado pelo IML (Instituto Médico Legal)”, disse o delegado.
Segundo ele, ainda não foi possível identificar a mulher, que não portava documentos e não tinha tatuagens visíveis que pudessem ajudar no reconhecimento. Uma pessoa que seria conhecida da vítima chegou a ver fotos, mas não conseguiu confirmar a identidade.
“Pelo cenário encontrado, não descartamos nenhuma hipótese, mas tudo indica que houve um homicídio. A perícia do IML será fundamental para determinar se houve também violência sexual e esclarecer a causa da morte”, completou.
O corpo foi localizado por volta de 7h por agentes da segurança patrimonial da universidade, na antiga sede da Associação Master, uma estrutura abandonada próxima à Avenida Arquimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho), fora da área de uso acadêmico, segundo a reitoria.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e confirmou o óbito. Inicialmente, a Polícia Militar afirmou que não havia ferimentos visíveis nem indícios de agressão. A versão, no entanto, foi rebatida pela DHPP após análise mais detalhada da cena.
O local onde o corpo foi encontrado é escuro, com infraestrutura precária, e segundo a Polícia Militar, é usado frequentemente por pessoas em situação de rua e usuários de drogas. No entorno, foram encontradas embalagens de entorpecentes e sinais de uso recente.
A UFMT informou, em nota, que o prédio está desativado há anos, fora do fluxo de alunos e servidores, e que não há, até o momento, qualquer relação entre a vítima e a comunidade universitária.
A universidade também destacou que vem investindo em segurança nos câmpus, com a instalação de mais de 200 luminárias, adesão ao programa federal Vigia Mais e intensificação das rondas internas.
O caso segue sob investigação da DHPP, que deve analisar imagens de câmeras de segurança da região e ouvir testemunhas para identificar a vítima e esclarecer as circunstâncias da morte.
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