Panorama Coletivo - A notícia que te conecta

Terça-feira, 28 de Abril de 2026
Panorama Coletivo
Panorama Coletivo

Cultura

Mato Grosso desponta como destino de ufoturismo e atrai curiosos do Brasil e do mundo

Experiências místicas e relatos de avistamentos colocam o estado no radar do turismo ufológico

Redação Panorama
Por Redação Panorama
Mato Grosso desponta como destino de ufoturismo e atrai curiosos do Brasil e do mundo
Foto: Assessoria/Sedec/Reprodução
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Mato Grosso tem atraído cada vez mais visitantes em busca de experiências que vão além das paisagens naturais. O chamado ufoturismo, que mistura espiritualidade, natureza e mistério, vem ganhando espaço no estado, especialmente em municípios como Barra do Garças, que se consolidam como polos nacionais de avistamentos e histórias sobre vida extraterrestre.

Durante a Feira Internacional do Turismo do Pantanal (FIT Pantanal), realizada entre os dias 5 e 8 de junho, em Cuiabá, o tema foi abordado em um painel exclusivo. Uma das participantes, Kátia Xavier — mineira de Varginha e uma das testemunhas do famoso caso do ET de 1996 —, compartilhou um episódio que marcou sua vida: ela relatou ter avistado uma criatura incomum e, mesmo com a brevidade do momento, sentiu uma comunicação por telepatia, na qual teria percebido o sofrimento daquele ser.

Na época, com 24 anos, ela afirmou não entender o que tinha acontecido, já que o tema era pouco debatido. Com o tempo, contou que buscou apoio de terapeutas e ufólogos e passou a compreender sua experiência como um chamado, o que teria transformado sua visão de mundo e suas crenças.

Leia Também:

Esse tipo de relato, segundo estudiosos, não é raro na região. O jornalista e pesquisador Genito Santos, uma das principais vozes do ufoturismo em Mato Grosso, destaca que a Serra do Roncador é considerada um dos locais com maior incidência de avistamentos de objetos voadores não identificados no planeta.

De acordo com ele, há centenas de registros semelhantes vindos de pessoas que nunca se conheceram — caminhoneiros, indígenas e moradores locais —, o que reforçaria a credibilidade dos relatos. Genito também ressaltou o valor simbólico do Discoporto de Barra do Garças, um espaço temático que, embora simples, provocaria experiências e sensações únicas nos visitantes.

O próprio pesquisador contou ter tido uma experiência pessoal em 2007, quando disse ter sido seguido por um objeto voador de grandes proporções, com coloração alaranjada e aparência “viva”. Segundo ele, o episódio foi um divisor de águas que despertou seu interesse pelo tema, levando-o a participar de congressos e aprofundar os estudos sobre ufologia.

Além das histórias mais recentes, o mistério também se mistura com a história. Um dos casos mais emblemáticos é o do explorador britânico Percy Fawcett, que desapareceu em 1925 enquanto buscava uma civilização perdida na Serra do Roncador. A saga de Fawcett teria, inclusive, inspirado o personagem Indiana Jones. Para alguns, ele teria encontrado um portal interdimensional; para outros, sua história apenas reforça que há mais entre o céu e a terra do que conseguimos compreender.

A secretária adjunta de Turismo de Mato Grosso, Maria Letícia Costa, afirmou que o turismo baseado em experiências e mistérios tem grande apelo, pois atrai visitantes curiosos, conectados com espiritualidade e natureza. Segundo ela, o Estado tem vocação para desenvolver esse segmento de forma profissional, responsável e criativa.

O presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira, apontou que, embora o tema ainda enfrente ironias e ceticismo, o interesse pelo ufoturismo tem crescido significativamente. Ele destacou que cidades como Varginha (MG), Peruíbe (SP), Chapada dos Veadeiros (GO) e Chapada dos Guimarães (MT) já se tornaram destinos procurados por quem busca vivenciar fenômenos considerados inexplicáveis.

Ferreira também lembrou que Mato Grosso abriga registros históricos importantes. Um deles, datado de 1846 e publicado na Gazeta Oficial do Império do Brasil, foi escrito por Augusto Leverger, o Barão de Melgaço. No relato, Leverger descreveu um objeto luminoso que se dividiu em três partes no céu — sendo este o primeiro registro do tipo feito pela imprensa brasileira.

O presidente da AMPUP sugeriu ainda que muitos mitos populares, como o Curupira, podem ter surgido da tentativa de explicar fenômenos extraterrestres. Ele explicou que, segundo tradições indígenas, havia relatos sobre pequenos seres luminosos que percorriam a mata, o que teria sido reinterpretado, ao longo do tempo, como figuras do folclore. Lendas locais como a do "minhocão", comum em Cuiabá, também poderiam ter origem em descrições de objetos incandescentes que cruzavam o céu ou emergiam das águas em alta velocidade.

Para Ferreira, esses mitos fazem parte do imaginário coletivo e provavelmente foram inspirados por ocorrências reais que não puderam ser compreendidas com as ferramentas da época. Ele reforçou que a missão da associação é investigar essas histórias com seriedade e respeito, promovendo conhecimento e valorizando tais fenômenos como parte da identidade cultural e científica brasileira.

Com o fortalecimento de polos como Barra do Garças, Chapada dos Guimarães, Barão de Melgaço e Tesouro, Mato Grosso segue consolidando seu papel no cenário nacional do ufoturismo. Segundo Ferreira, a mente humana e o universo ainda escondem muitos segredos — e ele acredita que o papel de estudiosos e curiosos é justamente tentar desvendá-los.

FONTE/CRÉDITOS: Assessoria/Sedec
Comentários:
Redação Panorama

Publicado por:

Redação Panorama

Saiba Mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!