A tragédia da morte de Ruttielly Italino de Albuquerque, de 29 anos, vítima de um acidente náutico ocorrido no final da tarde de domingo (26), no Rio Araguaia, comoveu ainda mais os moradores de Barra do Garças e Aragarças. De acordo com informações, Ruttielly havia descoberto na sexta-feira (25) que estava grávida de duas semanas e iria buscar o resultado oficial do exame na segunda-feira (27). No domingo, ela passeava com uma amiga em uma boia rebocada por um jet-ski quando foi atingida por outra moto aquática.
Segundo a Polícia Militar, o jet-ski que colidiu com a vítima era conduzido por um médico de 30 anos. Com o impacto, a jovem foi arremessada e retirada da água já inconsciente. O próprio condutor permaneceu no local, prestou socorro e ajudou no encaminhamento da vítima até a margem, nas proximidades do Porto do Baé, onde populares tentaram reanimá-la.
Em seguida, Ruttielly foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Barra do Garças, mas já chegou sem sinais vitais. A morte foi confirmada pela equipe médica, sendo apontado traumatismo craniano como a causa do óbito.
Após o acidente, os dois condutores das embarcações foram encaminhados à Central de Atendimento da Polícia Militar para prestar esclarecimentos. Conforme a PM, ambos possuíam documentação regular para condução de jet-ski. O caso foi repassado à Polícia Civil e será investigado pela delegada plantonista Luciana Canaverde como acidente náutico.
Ruttielly era moradora de Aragarças e havia trabalhado por quatro anos na área da saúde durante o primeiro mandato do prefeito Ricardo Galvão. Atualmente, atuava em uma academia.
O velório ocorreu na Casa Mortuária de Barra do Garças na segunda-feira (27). Amigos e familiares prestaram homenagens e lamentaram profundamente a morte precoce da jovem.
Durante o velório, a comoção deu lugar também a cobranças por mais segurança nos rios da região. Populares relataram aumento significativo no número de embarcações, como lanchas, canoas e jet-skis, principalmente nas proximidades da rampa do Porto do Baé e em frente à praia de Aragarças.
Moradores pedem mais fiscalização e a presença antecipada da Marinha, que tradicionalmente intensifica as ações apenas no período de temporada, entre junho e julho. Há ainda a reivindicação pela implantação de um posto fixo da Capitania dos Portos em Barra do Garças, diante do crescimento do movimento náutico na região.