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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026
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Documentário sobre o povo Xavante concorre no Festival Internacional “É Tudo Verdade”

Produção gravada em terra indígena no Araguaia leva história de cineasta Xavante a festival internacional

Redação Panorama
Por Redação Panorama
Documentário sobre o povo Xavante concorre no Festival Internacional “É Tudo Verdade”
Foto: Divulgação
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A 31ª edição do Festival Internacional de Documentários “É Tudo Verdade”, um dos mais importantes do gênero na América Latina, contará com a exibição do documentário “Divino: Sua Alma, Sua Lente”. O curta-metragem foi produzido na Terra Indígena Sangradouro, com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Governo de Mato Grosso, e contou com o apoio institucional do Núcleo de Produção Digital (NPD) da Universidade Federal de Mato Grosso - Campus Universitário do Araguaia (UFMT/CUA).

Dirigido por Clea Torres e Gilson Costta, com produção executiva de Carina Benedeti e fotografia de Cristiano Costa, o filme apresenta a trajetória do cineasta Xavante Divino Tserewahú. Entre memórias, arquivos e vivências na Terra Indígena Sangradouro, o documentário mostra como o cinema se tornou, para ele e sua comunidade, uma ferramenta de luta, preservação cultural e inspiração para novas gerações.

Ao longo da narrativa, o cineasta revisita registros, fotos e histórias que atravessam sua vida, seus mestres e sua comunidade. Esse mergulho no passado revela não apenas sua formação, desde o primeiro contato com a câmera até os dias atuais, mas também o papel do audiovisual na construção de identidade e resistência. Com 25 minutos de duração, o curta é inédito em festivais — um dos critérios exigidos para participação no “É Tudo Verdade”.

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Criado em 1996 por Amir Labaki, o festival reúne mostras competitivas de longas, médias e curtas-metragens, além de exibições não competitivas. Em 2026, a programação conta com 75 filmes de 25 países, consolidando o evento como uma das principais vitrines do documentário no mundo. Ao longo de mais de três décadas, o festival também se firmou como “Qualifying Festival” da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, o que garante aos vencedores das mostras competitivas a classificação automática para a disputa do Oscar de documentários.

Para o diretor Gilson Costta, a participação do filme na mostra competitiva representa um marco importante. Segundo ele, a conquista sinaliza o amadurecimento e a profissionalização da produção audiovisual no médio Araguaia, além de abrir uma janela de exibição com alcance internacional. “É um festival com critérios muito elevados de seleção e, para nós, é uma conquista e um divisor de águas, colocando o filme em um patamar importante no circuito nacional de documentários”, destaca.

As exibições do festival acontecem em dois estados. Em São Paulo, o filme será exibido no dia 13 de abril, às 17h30, no Cinesesc, e no dia 17 de abril, às 14h, no Instituto Moreira Salles (IMS Paulista). No Rio de Janeiro, as sessões estão marcadas para o dia 14 de abril, às 17h30, no NET Rio 5, e para o dia 18 de abril, às 15h30, no NET Rio 4.

Os vencedores serão anunciados no dia 18 de abril, às 19h, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Os filmes premiados terão sessões especiais de reexibição no dia 19, tanto na capital paulista quanto no Rio de Janeiro. Os títulos vencedores nas categorias de longa e curta-metragem, nacionais e internacionais, estarão automaticamente classificados para a disputa do Oscar.

FONTE/CRÉDITOS: Panorama Coletivo
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