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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
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Justiça mantém medidas cautelares contra vereador Lucianinho do Gás, acusado de desviar recursos em Ribeirão Cascalheira

Decisão aponta descumprimento de restrições judiciais após encontro noturno com testemunhas durante recesso parlamentar

Redação Panorama
Por Redação Panorama
Justiça mantém medidas cautelares contra vereador Lucianinho do Gás, acusado de desviar recursos em Ribeirão Cascalheira
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A Justiça de Mato Grosso manteve as medidas cautelares impostas ao vereador Luciano Santos Costa, conhecido como “Lucianinho do Gás”, investigado por crimes contra a administração pública em Ribeirão Cascalheira. A decisão foi proferida pela juíza Laís Baptista Trindade, da Vara Única do município, ao negar um pedido da defesa para revogar ou flexibilizar as restrições.

Segundo o processo, movido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o parlamentar responde por suspeitas de peculato e falsidade ideológica relacionadas ao uso de recursos públicos enquanto exercia a presidência da Câmara Municipal.

A defesa alegou que não havia motivos para manter as medidas cautelares e pediu a substituição por restrições menos rigorosas. No entanto, o pedido foi contestado pelo Ministério Público, que argumentou que as medidas continuam necessárias para garantir o andamento do processo e evitar interferência na produção de provas.

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Na decisão, a magistrada destacou que o próprio réu admitiu ter participado de um jantar com outros vereadores em uma residência particular, em período noturno e durante o recesso parlamentar. Conforme o entendimento da Justiça, o encontro violou as condições impostas anteriormente pelo tribunal, que determinavam que qualquer contato com outros parlamentares deveria ocorrer apenas para assuntos legislativos e dentro do horário de expediente da Câmara.

Ainda de acordo com a decisão, o fato de o encontro ter ocorrido com pessoas que também figuram como testemunhas no processo reforça o risco de interferência na instrução criminal. O documento também menciona que o próprio acusado divulgou o encontro em redes sociais.

A juíza ressaltou que o descumprimento de medidas cautelares não exige comprovação de prejuízo concreto ao processo, bastando a constatação de que as condições impostas pela Justiça foram desrespeitadas.

Entre as restrições mantidas estão a suspensão do exercício da função pública, a proibição de contato com vereadores e testemunhas ligadas ao processo e a proibição de acesso às dependências da Câmara Municipal.

A decisão também menciona a existência de outra ação penal em andamento contra o vereador, relacionada a novos supostos desvios de recursos públicos, o que, segundo o Judiciário, reforça o risco de reiteração das irregularidades.

A magistrada advertiu ainda que, caso haja novo descumprimento das medidas cautelares, poderá ser decretada a prisão preventiva do acusado.

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