O médico João Paulo Moura Cavalcante, de 42 anos, preso na quarta-feira (20), em Barra do Garças, teve a prisão mantida durante audiência de custódia realizada no mesmo dia e já foi encaminhado para a cadeia pública do município. Paralelamente, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) instaurou uma sindicância para investigar possíveis infrações éticas envolvendo o profissional.
A abertura do procedimento administrativo foi divulgada pelo G1 Mato Grosso. Conforme o CRM-MT, a sindicância preliminar irá apurar eventual violação ao Código de Ética Médica. O órgão ressaltou que tanto sindicâncias quanto processos ético-profissionais tramitam sob sigilo, visando garantir a correta apuração dos fatos e a preservação das partes envolvidas.
De acordo com a Polícia Civil, João Paulo foi denunciado por uma jovem de 21 anos, que relatou ter sido ameaçada e agredida pelo companheiro durante uma discussão motivada por ciúmes. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima afirmou ter sofrido socos e chutes dentro da residência e disse ainda que as agressões já teriam ocorrido em outras ocasiões.
Durante o atendimento da ocorrência, os policiais constataram a existência de dois mandados de prisão em aberto contra o médico. Um deles relacionado aos crimes de violência doméstica e ameaça contra a atual companheira. O outro referente a uma condenação definitiva pelos crimes de estupro, sequestro, cárcere privado e lesão corporal praticados contra uma ex-companheira.
Ainda conforme a Polícia Civil, os crimes teriam ocorrido entre os anos de 2019 e 2022 e deram origem a três inquéritos conduzidos pela Delegacia Especializada da Mulher de Barra do Garças. A condenação resultou em pena de 12 anos de reclusão.
Após tomarem conhecimento das ordens judiciais, equipes da Polícia Civil iniciaram diligências e localizaram o médico em sua residência, no bairro Santo Antônio, em Barra do Garças. Ele foi detido, encaminhado à delegacia para os procedimentos legais e, posteriormente, colocado à disposição da Justiça.