Três pessoas foram condenadas pela Justiça de Mato Grosso por envolvimento na ocultação dos corpos de um casal assassinado em 2021 em Barra do Garças, a 509 km de Cuiabá. As vítimas, Marcos Otávio da Cruz Melo e Marylha Eduarda Gonçalves, teriam sido executadas por ordem de membros de uma facção criminosa, após romperem vínculos com o grupo e se associarem a uma organização rival.
A sentença, assinada pelo juiz Jean Garcia Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, foi publicada na terça-feira (17). Mickael foi condenado a 6 anos e 7 meses de prisão em regime fechado, pelos crimes de organização criminosa, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Outros dois envolvidos, Mario e Vitor, que teriam colaborado com a ocultação, foram sentenciados a 2 anos em regime aberto por ocultação de cadáver e corrupção de menores.
De acordo com o processo, as execuções foram realizadas por um adolescente que ocupava o posto de “Disciplina” dentro da facção e teria recebido ordens para eliminar o casal. As vítimas foram levadas separadamente para uma área de mata, sob o pretexto de participarem de um "salve", expressão usada por faccionados para se referir a punições internas. No local, o adolescente atirou em Marylha e, depois, retornou para buscar Marcos, que também foi morto.
Após os homicídios, Mickael teria sido chamado para cumprir o papel de “Faxineiro” da organização, responsável por ocultar os corpos. Ele teria acionado Mario e Vitor para ajudar na tarefa. A ocultação teria ocorrido com o auxílio de uma adolescente, que indicou a chácara do avô como possível local para o descarte dos cadáveres.
O juiz apontou que os elementos reunidos durante a investigação confirmam a participação dos três condenados nas etapas finais do crime, desde o transporte até a manipulação dos corpos. A identidade do mandante das execuções não foi revelada nos autos. O adolescente envolvido no caso responde por ato infracional em processo separado.
Comentários: