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Sexta-feira, 05 de Dezembro de 2025
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Técnicas avançadas de papiloscopia permitem identificação de vítima carbonizada em rodovia do Araguaia

Método utilizado pela Politec de Água Boa mostra como a ciência forense tem ajudado a solucionar casos em que o DNA não é necessário

Redação Panorama
Por Redação Panorama
Técnicas avançadas de papiloscopia permitem identificação de vítima carbonizada em rodovia do Araguaia
Foto: Politec - MT/Reprodução
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A aplicação de técnicas avançadas de papiloscopia — estudo e análise das impressões digitais — permitiu à Politec de Água Boa identificar uma vítima que teve o corpo carbonizado após um acidente de motocicleta em Campinápolis, região do Araguaia. O trabalho, conduzido pela equipe de perícia oficial, demonstra o avanço e a precisão dos métodos científicos utilizados na identificação humana, especialmente em casos de difícil reconhecimento.

A vítima foi identificada como Juarez Mendes de Oliveira, morador de Campinápolis. O acidente ocorreu no último dia 4 de outubro, na rodovia MT-251, próximo ao trevo de acesso à cidade, a cerca de um quilômetro da BR-158.

Devido ao estado do corpo, as impressões digitais estavam severamente danificadas pela ação do fogo. Mesmo assim, o papiloscopista Fabrício Tarso, responsável pela análise, conseguiu recuperar um fragmento de digital utilizável por meio de um processo minucioso.

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Segundo o perito, o trabalho exigiu tratamentos químicos e técnicas de maceração controlada, seguidos de rebatimento da pele, procedimento que separa cuidadosamente a epiderme do tecido subcutâneo. “As falanges foram submetidas a um tratamento com ácido acético por 48 horas, com monitoramento contínuo. Após o processo, foi possível recuperar um fragmento de epiderme com qualidade suficiente para gerar um datilograma nítido e realizar o confronto necropapiloscópico”, explicou.

Com o fragmento tratado, a equipe utilizou um software de processamento de imagem para comparar o padrão digital obtido com o registro da carteira de identidade da vítima. O sistema permitiu reconstruir o desenho das impressões digitais a partir da camada interna da pele, já que a parte externa estava totalmente queimada.

O resultado positivo dispensou a necessidade de exame de DNA, que costuma ser mais caro e demorado, reforçando a importância da papiloscopia como ferramenta científica essencial para a identificação de vítimas em situações extremas, como carbonização, decomposição ou desastres em massa.

Casos como este mostram que o domínio de técnicas laboratoriais de precisão pode agilizar a elucidação de ocorrências, reduzir custos e oferecer respostas mais rápidas às famílias das vítimas.

FONTE/CRÉDITOS: Assessoria | Politec - MT
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