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Domingo, 26 de Abril de 2026
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Técnica com mosquitos que combatem a dengue chega a cidades de Goiás

Maior biofábrica do mundo foi inaugurada no Brasil; em Mato Grosso, projeto de lei busca autorizar o método nos municípios do Estado

Redação Panorama
Por Redação Panorama
Técnica com mosquitos que combatem a dengue chega a cidades de Goiás
Foto: Internet/Reproducão
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Duas cidades goianas, Valparaíso e Luziânia, devem começar a receber mosquitos Aedes aegypti com uma bactéria chamada Wolbachia. A técnica, usada como forma de controle da dengue, já demonstrou eficácia na redução de casos em outras regiões do país. A liberação será no segundo semestre deste ano, antes do período de chuvas, mas a data ainda não foi divulgada.

A liberação dos insetos acontece de forma gradual e monitorada, sob responsabilidade do núcleo regional de Brasília do World Mosquito Program (WMP). A estratégia segue critérios do Ministério da Saúde e tem como base experiências anteriores em locais como Niterói (RJ) e Campo Grande (MS), que apresentaram quedas significativas nos registros de dengue, chikungunya e zika.

A bactéria Wolbachia não é prejudicial à saúde humana. Quando presente no organismo do mosquito, ela impede a multiplicação dos vírus que causam doenças. Ao se reproduzirem, os mosquitos passam essa característica para as novas gerações, diminuindo a capacidade de transmissão das arboviroses de forma sustentável.

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A expansão da técnica ganhou força com a inauguração da maior biofábrica do mundo voltada à criação de mosquitos com Wolbachia, no dia 19 de julho. Localizada em Curitiba (PR), a Wolbito do Brasil tem mais de 3,5 mil m², equipamentos de alta tecnologia e capacidade para produzir 100 milhões de ovos por semana.

A estimativa é que 14 milhões de brasileiros sejam beneficiados inicialmente com a distribuição dos mosquitos, com projeções ainda maiores para os próximos anos. “Nosso objetivo é reduzir significativamente os números de casos de arboviroses no país. Em dez anos, teremos beneficiado mais da metade da população brasileira”, afirmou o CEO da Wolbito do Brasil, Luciano Moreira, em entrevista à imprensa.

Além de Luziânia e Valparaíso, outras cidades selecionadas para receber os mosquitos são Brasília (DF), Joinville (SC), Balneário Camboriú (SC) e Blumenau (SC).

Mato Grosso estuda adotar a tecnologia

Enquanto a técnica avança em outras regiões, um projeto de lei tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso com o objetivo de autorizar o uso do método Wolbachia em municípios do Estado. 

A proposta, apresentada em 2024, prevê que as administrações municipais poderão firmar parcerias com instituições que desenvolvem a tecnologia.

A aprovação da lei permitiria que cidades como Barra do Garças se preparassem para aplicar o método futuramente, caso haja interesse local e viabilidade técnica. A iniciativa surge em um momento em que o país enfrenta um aumento expressivo nos casos de dengue e busca alternativas eficazes para o controle do mosquito transmissor.

FONTE/CRÉDITOS: Panorama Coletivo/Metrópole/Mais Goiás
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