A Câmara Municipal de Rondonópolis deve receber nesta quarta-feira (16) uma grande mobilização dos servidores da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder). A categoria promete lotar as galerias do plenário para acompanhar a sessão plenária e reforçar a reivindicação pela manutenção da empresa pública, ameaçada de liquidação pela atual gestão municipal.
A manifestação faz parte de uma paralisação de 72 horas iniciada na segunda-feira (14), organizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur). O movimento teve início com uma concentração na sede da companhia, seguida de carreata por ruas e avenidas da cidade, e mobilizações ao longo da terça-feira, incluindo um “adesivaço” em veículos de servidores e apoiadores.
Os trabalhadores cobram diálogo com a Prefeitura e defendem alternativas à extinção da Coder, como a reestruturação financeira da companhia. Eles também pedem a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar as finanças da empresa, além da realização de audiências públicas com participação da sociedade civil e dos órgãos fiscalizadores.
“A Coder é um patrimônio da cidade. Vamos acompanhar cada movimento da Câmara e exigir que os vereadores se posicionem a favor dos trabalhadores e da transparência”, afirmou o presidente do Sispmur, Gerson Ferreira Paes Júnior.
A proposta de liquidação da Coder foi anunciada pelo prefeito Cláudio Ferreira (PL), sob a justificativa de que a empresa é inviável economicamente e acumula dívidas superiores a R$ 260 milhões. O anúncio gerou forte reação entre os servidores, que alegam falta de transparência no processo e denunciam a ausência de estudos técnicos e consulta pública antes da decisão.
A Coder completou 48 anos de existência no último dia 8 de julho e atualmente emprega cerca de 600 trabalhadores. A expectativa é de que a sessão desta quarta seja marcada por intensos debates entre vereadores, representantes do Executivo e a categoria profissional mobilizada.
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