Com quase sete anos de mandato em Brasília, o deputado federal José Medeiros (PL-MT) tem um histórico legislativo aquém do esperado pelo tempo de mandato. Desde que foi eleito pela primeira vez em 2018, o parlamentar, que é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conseguiu aprovar apenas um projeto de lei de sua autoria exclusiva.
A proposta, aprovada em 2020 durante o período da pandemia de Covid-19, alterou uma lei de 2011 que regula o acesso a informações públicas, para vedar a classificação dos valores e da destinação de recursos utilizados no enfrentamento de pandemias como informação sigilosa. Fora essa iniciativa, nenhuma outra proposição de autoria própria do deputado foi convertida em lei.
Mesmo com a baixa produtividade legislativa, Medeiros mantém atuação ativa nas redes sociais e forte discurso político alinhado à direita conservadora. No Congresso, no entanto, seu desempenho é discreto. Desde 2018, o parlamentar teve apenas três proposições aprovadas, duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e um projeto de lei, mas em todas figura apenas como coautor, sem autoria exclusiva.
O deputado tentou ampliar sua trajetória política em 2022, quando concorreu à eleição suplementar para o Senado, mas não obteve êxito. Ainda assim, prepara-se novamente para disputar uma das duas vagas de Mato Grosso na Câmara Alta nas eleições do próximo ano.
Atualmente, José Medeiros recebe salário mensal de R$ 46.366,19, além das verbas de gabinete destinadas à manutenção das atividades parlamentares. O contraste entre o tempo de mandato, o alto custo do cargo e o número reduzido de projetos aprovados levanta questionamentos sobre a efetividade de sua atuação legislativa e o retorno concreto à população mato-grossense.