O fisiculturista Igor Porto Galvão, de 32 anos, foi condenado a 20 anos e seis meses de prisão pela morte de sua companheira, Marcela Luise de Souza Ferreira, de 31 anos. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri de Aparecida de Goiânia na quinta-feira (26), que reconheceu o crime como homicídio qualificado, com as agravantes de motivo fútil, meio cruel, uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO), Igor espancou Marcela com chutes e socos, provocando traumatismo craniano, fraturas em oito costelas e escoriações pelo corpo. Depois da agressão, ele teria tentado esconder o crime, dando banho na vítima e a levando desfalecida ao hospital, alegando que ela teria sofrido uma queda durante a limpeza da casa.
O crime ocorreu no dia 10 de maio, no Parque São Pedro, em Aparecida de Goiânia. Marcela morreu dez dias depois, em 20 de maio. Na época, o companheiro relatou à equipe médica que a mulher havia escorregado, batido a cabeça e convulsionado. No entanto, os ferimentos extensos no corpo levantaram suspeitas, e a polícia passou a investigar o caso como feminicídio.
Durante o julgamento, o juiz Leonardo Fleury Curado Dias destacou que o acusado não apenas agiu com extrema violência, mas também submetia Marcela a um histórico de ameaças, humilhações e violência psicológica dentro da relação. Além disso, a sentença levou em consideração o impacto causado à filha do casal, ainda menor de idade, que ficou sem o apoio da mãe.
Inicialmente, a pena fixada foi de 21 anos de reclusão, com acréscimos por agravantes como o meio cruel e o histórico de violência doméstica. Porém, houve uma redução de seis meses devido à confissão do crime por parte do réu.
Igor Porto Galvão deverá cumprir a pena em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade.
A defesa, representada pelo advogado Marcelo Celestino Soares, afirmou que o resultado do julgamento contraria as provas apresentadas e que pretende recorrer da decisão. Em nota, o escritório Sandrim e Soares declarou que busca a revisão do caso nas instâncias superiores, “para que a justiça seja plenamente alcançada”.
Marcela e Igor mantinham uma união estável há cerca de nove anos e tinham uma filha em comum. A relação, segundo o Ministério Público, foi marcada por episódios de violência física, verbal e psicológica. O casal chegou a morar em Brasília (DF) e, desde 2021, vivia em Aparecida de Goiânia.
Igor, natural de Anápolis (GO), se apresentava nas redes sociais como nutricionista e profissional de educação física.
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