A defesa do prefeito de Bom Jardim de Goiás, Édio Navarini, contestou a decisão da juíza Yasmin Cavalari, da 35ª Zona Eleitoral de Aragarças, que cassou o diploma do gestor por abuso de poder econômico. Os advogados afirmaram ter recebido a sentença com surpresa e classificaram o momento da decisão como “inoportuno”, por coincidir com os tradicionais festejos religiosos do município.
Segundo os advogados Luiz Cesar Barbosa Lopes e Cristiane de Freitas Bueno Azevedo, não há qualquer prova de que os eventos festivos de 2023 e 2024 tenham sido usados como palanque político. “Não existe gravação de áudio ou vídeo com discurso eleitoral ou pedido de voto, nem mesmo de forma implícita”, afirmam.
Eles também contestam o entendimento da magistrada sobre a festa de aniversário realizada no início de 2024, destacando que não houve qualquer indício de uso político do evento. A defesa reforça ainda que a sentença não tem efeito imediato e que Édio permanece no cargo até o julgamento de eventuais recursos.
“Nós iremos recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral de Goiás e estamos confiantes na reversão da decisão. A Corte é composta por magistrados experientes, que saberão avaliar os fatos com imparcialidade”, pontuam os advogados.
Apesar do cenário jurídico, a cidade se prepara para mais uma edição do tradicional São João de Bom Jardim, considerado um dos maiores de Goiás. O evento começa no sábado, 14 de junho, e o prefeito Édio Navarini, junto à primeira-dama Suzie Navarini, convida a população a participar da festa.
Comentários: