A Polícia Penal realizou a transferência dos reeducandos da Cadeia Pública de Barra do Garças para o novo centro de detenção, inaugurado no mês passado. Agora, a prefeitura estuda propostas para definir a destinação para a área ocupada pela antiga unidade prisional, na região central da cidade.
Segundo o prefeito Adilson Gonçalves (União Brasil), diferentes projetos estão sendo analisados para o local. Entre as possibilidades está a implantação de um complexo de três andares que reúna diversos órgãos da segurança pública. Essa proposta é defendida pelo delegado regional Wilyney Santana Borges.
Outra alternativa em estudo, conforme Dr. Adilson, seria uma parceria com a iniciativa privada. Pelo modelo analisado, a área poderia ser destinada para empreendimentos mediante contrapartida para a construção de um centro integrado de unidades policiais.
“Estamos ouvindo as propostas, mas acho que será uma destinação bacana. Não queremos deixar aquele lugar morto ali, não”, afirmou o prefeito.
Ainda de acordo com Dr. Adilson, embora o terreno tenha sido destinado à Polícia Civil na década de 1980, a transferência patrimonial não foi formalizada. Com isso, a área permanece registrada em nome do município, o que permite que a prefeitura conduza o processo de definição sobre o futuro do imóvel.
Inauguração do novo centro de detenção
Construída às margens da BR-158, a nova unidade prisional recebeu investimento de R$ 28,4 milhões e conta com 432 vagas. Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta anunciou a ampliação da estrutura com a construção de um novo raio prisional, elevando a capacidade total para 864 reeducandos.
O projeto também prevê a implantação de galpões destinados a atividades produtivas, permitindo que os reeducandos desenvolvam atividades laborais durante o cumprimento da pena.
Visitas suspensas temporariamente
Devido ao processo de transferência, as visitas de familiares e atendimentos presenciais foram suspensos por 15 dias, informou a direção da Cadeia Pública. Durante o período, também ficam suspensos serviços como a entrega de produtos alimentícios por familiares (jumbada), videochamadas, emissão de carteirinhas e demais atendimentos administrativos.
De acordo com o diretor da unidade prisional, Jailson André Costa e Silva, a única exceção será para as visitas presenciais de advogados.