Uma ação conjunta entre a Polícia Militar e o Conselho Tutelar resultou na prisão em flagrante de um homem na segunda-feira (20), no Setor Nova Esperança, em Aragarças-GO. Ele é acusado de praticar crime de estupro de vulnerável contra a própria enteada, uma adolescente de apenas 12 anos.
A denúncia veio à tona após a vítima romper o silêncio e desabafar com uma coleguinha na escola. A garota relatou os constantes abusos que vinha sofrendo dentro de casa e revelou, ainda, que sofria severas ameaças por parte do agressor para não contar nada a ninguém.
Cientes da gravidade do caso, conselheiros tutelares e policiais militares deslocaram-se imediatamente até a residência do suspeito. No local, acuada e com medo do padrasto e da presença da mãe, a garota demonstrou receio em confirmar os fatos.
Para proteger a integridade emocional da adolescente e garantir um ambiente seguro, os policiais a encaminharam ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Em um atendimento especializado com uma psicóloga, a garota conseguiu expor o pesadelo em que vivia: o padrasto a chamava para assistir a filmes eróticos e se aproveitava desse momento para passar a mão em suas partes íntimas. No relato feito anteriormente à amiga, a vítima também confirmou que já havia sido obrigada pelo acusado a praticar atos de abuso.
Diante dos fatos, o homem foi preso e conduzido à Delegacia da Polícia Civil de Aragarças. A investigação agora prossegue para apurar se a mãe da vítima tinha conhecimento dos abusos e se agia de forma conivente com a situação.
Alerta à sociedade e à família
Atenção aos sinais: este caso reforça a extrema importância de pais, parentes, professores e amigos ficarem atentos a qualquer mudança repentina no comportamento de crianças e adolescentes. O ambiente escolar e a convivência com colegas de classe costumam ser o porto seguro onde as vítimas encontram coragem para denunciar e pedir socorro.
Para denúncias de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes, acione o Disque 100 ou procure a Polícia Militar (190) e o Conselho Tutelar do seu município. A denúncia pode ser anônima.