A Polícia Civil realizou, nesta terça-feira (31), uma operação contra fraudes no consumo de energia elétrica, resultando na prisão em flagrante de quatro pessoas em Barra do Garças (MT).
A ação teve início por volta das 8h30 e se estendeu até o início da noite, com a fiscalização de seis imóveis no perímetro urbano da cidade. Durante a operação, foram identificados quatro casos de adulteração em medidores padrão da concessionária, que foram substituídos no local, além de duas situações de desvio direto de energia por meio de ligações clandestinas.
De acordo com a investigação, em alguns imóveis a energia era utilizada sem qualquer registro de consumo, caracterizando fraude para evitar o pagamento à concessionária.
Um dos casos que mais chamou a atenção das autoridades envolveu um imóvel dividido em sete quitinetes. No local, havia apenas uma caixa padrão, e o medidor havia sido retirado em janeiro após solicitação de desligamento. Mesmo assim, todas as unidades estavam ocupadas e recebiam energia de forma irregular, por meio de um sistema improvisado que distribuía eletricidade diretamente da rede.
Os inquilinos informaram que pagavam aluguel com água e energia inclusos, sem qualquer tipo de medição individual.
A proprietária do imóvel afirmou desconhecer a irregularidade, alegando realizar pagamentos mensais de cerca de R$ 2 mil referentes ao consumo de energia. No entanto, relatório da concessionária Energisa apontou consumo zerado nos meses de fevereiro e março.
Segundo a polícia, a mulher já possui registros anteriores relacionados a irregularidades em medidores em outros imóveis de sua propriedade.
Com base nos laudos técnicos preliminares apresentados por especialistas da Energisa, os responsáveis pelos imóveis foram presos e encaminhados à Central de Flagrantes, onde tiveram as prisões ratificadas.
De acordo com o delegado titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), Nelder Martins Pereira, a operação tem como objetivo combater esse tipo de prática e responsabilizar os envolvidos.
Já o delegado adjunto Joaquim Leitão Júnior destacou que o chamado “gato de energia” é considerado crime e pode ser enquadrado como furto qualificado mediante fraude ou estelionato.
Os quatro suspeitos permanecem presos à disposição da Justiça na cadeia pública do município.