O delegado Adriano Alencar, responsável pelo caso do desportista Gabriel Pérola, afirmou que a Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) está trabalhando com rigor para esclarecer a morte do lutador.
Gabriel Pérola foi encontrado sem vida na última sexta-feira (16), numa casa no setor Jardim das Mangueiras, em Barra do Garças. Gabriel tinha 27 anos e se destacava na região por ser adepto de artes marciais, principalmente o kickboxing, categoria na qual chegou a competir nacionalmente ao longo de sua carreira.
A morte dele gerou muita repercussão em todo o estado. Uma das razões para isso é que Gabriel era filho de uma sargento da Polícia Militar do estado, Heloísa Pérola, que atua na cidade de Alto Boa Vista (941 KM de Cuiabá).
Após a morte do filho, Heloísa usou as redes sociais para solicitar justiça diante da situação. A primeira hipótese levantada pela polícia é que o caso se tratava de um possível suicídio, o que a família contesta, já que, dias antes, Gabriel recebeu ameaças de morte por cobrar um serviço prestado a um suposto membro de facção criminosa.
O delegado rebateu algumas afirmações e especulações que surgiram depois da proporção que o caso tomou e disse que a Politec tem até dez dias para apresentar os laudos que indiquem o que realmente aconteceu com a vítima.
Contudo, Adriano Alencar afirmou que existem fortes indícios que corroboram para a hipótese de suicídio, como uma mancha de sangue no dedo indicador da vítima (o dedo indicador é o que se usa para acionar o gatilho de armas de fogo).
Nas redes sociais, teriam levantado uma suposição de que haveria uma terceira pessoa na residência no momento da fatalidade, essa informação foi negada pelo delegado em entrevista à imprensa local.
O delegado também declarou que todos os casos que chegam até a 1ª DP de Barra do Garças seguem um padrão rigoroso de investigação, e que, independentemente de quem seja a vítima, os casos são tratados com a mesma celeridade e responsabilidade do órgão.
Durante os mais de dez minutos de entrevista, o delegado respondeu a muitas informações divulgadas pela família, sobretudo um vídeo feito pela única testemunha ocular do caso minutos após a morte de Gabriel. Além disso, também comentou sobre um áudio em que algumas falas desconexas da vítima aparecem em segundo plano.
Adriano reiterou que todas as possibilidades serão investigadas, que o áudio e o vídeo também serão averiguados pela equipe responsável. De acordo com o órgão, nenhuma das linhas de investigação (homicídio ou suicídio) será descartada até que o caso seja esclarecido.