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Sexta-feira, 10 de Julho de 2026
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Câmara de Barra do Garças analisa proposta de uso de canetas emagrecedoras pelo SUS

Vereador propõe distribuição de medicamento para pacientes com obesidade mórbida

Redação Panorama
Por Redação Panorama
Câmara de Barra do Garças analisa proposta de uso de canetas emagrecedoras pelo SUS
Foto: Reprodução
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O vereador Alex Matos (Podemos) apresentou na sessão da Câmara Municipal de Barra do Garças, realizada na noite de segunda-feira (11), um projeto que prevê a disponibilização de canetas emagrecedoras pelo poder público para pacientes diagnosticados com obesidade mórbida. A proposta surge em meio ao debate nacional sobre o uso desses medicamentos no tratamento de doenças associadas ao excesso de peso.

Segundo o parlamentar, a iniciativa não possui finalidade estética e seria destinada exclusivamente para casos considerados graves. De acordo com ele, o foco são pacientes com 40, 50 ou até 60 quilos acima do peso ideal, que enfrentam riscos à saúde em decorrência da obesidade.

Durante a apresentação, Alex destacou que a obesidade mórbida está ligada a diversas doenças, como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardíacos. O vereador defendeu que o município busque alternativas para auxiliar pessoas que não conseguem obter resultados apenas com dieta e atividade física.

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O projeto prevê que o tratamento seja realizado de forma integrada, com acompanhamento nutricional, psicológico e físico, além da utilização de medicamentos como a tirzepatida, conhecida popularmente como “mounjaro”.

“O município já possui em seus bancos de dados pessoas que tratam diabetes tipo 2 e convivem com obesidade mórbida. O que estamos propondo é que, dentro de uma rubrica orçamentária já existente, seja ofertado também esse tratamento específico”, afirmou o vereador.

Alex Matos também citou exemplos de municípios que já estariam adotando medidas semelhantes, como Canarana, no Vale do Araguaia, Caiapônia (GO) e Pirapora (MG). Segundo ele, no município mineiro foi criado um programa de combate, prevenção e cuidado à diabetes tipo 2 e à obesidade mórbida dentro do orçamento anual da saúde.

O parlamentar ressaltou ainda que a proposta não substitui a cirurgia bariátrica, mas pode funcionar como alternativa menos invasiva em determinados casos. “A bariátrica é uma cirurgia invasiva. Quando se une acompanhamento psíquico, físico, nutricional e essa substância que já vem sendo muito utilizada na rede particular, nós temos um ganho de efetividade no cuidado das pessoas”, declarou.

O vereador também afirmou que a proposta tem respaldo jurídico. Segundo ele, o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) permite que câmaras municipais proponham programas de saúde pública, desde que exista previsão orçamentária.

Agora, o projeto deverá passar pela análise dos vereadores da Câmara Municipal e, caso avance, poderá depender de regulamentação e avaliação técnica da Prefeitura de Barra do Garças para eventual implantação do programa.

FONTE/CRÉDITOS: Semana 7
Redação Panorama

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