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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
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Mato Grosso tem quatro cidades entre as 50 com mais estupros no país

Sorriso e Tangará da Serra estão entre os 10 municípios com maiores taxas; dados mostram avanço da violência sexual em cidades do interior

Redação Panorama
Por Redação Panorama
Mato Grosso tem quatro cidades entre as 50 com mais estupros no país
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Quatro cidades de Mato Grosso aparecem no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 entre os 50 municípios brasileiros com as maiores taxas de estupro e estupro de vulnerável. Sorriso e Tangará da Serra ocupam, respectivamente, a 2ª e a 7ª posição no ranking nacional, que considera apenas cidades com mais de 100 mil habitantes.

Sorriso, no norte do estado, registrou taxa de 131,9 estupros para cada 100 mil habitantes em 2024, atrás apenas de Boa Vista (RR), que lidera a lista com 132,7. Apesar de ter deixado o primeiro lugar que ocupava em 2023, o município mato-grossense, conhecido como a Capital Nacional do Agronegócio, permanece entre os locais com os maiores índices de violência sexual do país.

Já Tangará da Serra deu um salto preocupante: passou da 45ª posição em 2023 para a 7ª em 2024, com uma taxa de 99,5 estupros por 100 mil habitantes, um aumento de 67,2% nos números absolutos em apenas um ano. O avanço coloca a cidade entre as dez mais críticas do Brasil nesse tipo de crime.

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Além delas, Sinop ocupa a 20ª posição, com taxa de 81,5, enquanto Cuiabá aparece em 43º lugar, com 63,7. Todas registraram piora em relação ao levantamento anterior. O estudo não considera municípios com menos de 100 mil habitantes para evitar distorções estatísticas.

Os dados do anuário evidenciam a interiorização da violência sexual e apontam a necessidade de políticas públicas específicas para o enfrentamento do problema.

A presença expressiva de municípios de Mato Grosso entre os mais violentos do país nesse tipo de crime reforça a urgência de ações articuladas entre as áreas de segurança, saúde, educação e assistência social.

Além de Mato Grosso, estados como Rondônia, Pará e Paraná também figuram com diversas cidades no ranking. No caso rondoniense, três dos cinco municípios com maiores taxas de estupro do Brasil estão em seu território: Ariquemes, Vilhena e Porto Velho. A explosão dos casos em regiões da Amazônia Legal é atribuída, entre outros fatores, à expansão urbana desordenada, ausência de políticas de proteção e à presença de economias ilícitas, como o garimpo ilegal.

O levantamento é feito com base nos dados fornecidos pelas Secretarias Estaduais de Segurança Pública, e leva em consideração tanto os casos de estupro quanto os de estupro de vulnerável, como os cometidos contra crianças e adolescentes.

Resposta da Secretaria de Segurança Pública

Sobre o índice de estupro e estupro de vulnerável, a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT) elencou uma série de ações preventivas e de combate à violência contra a mulher, que o estado tem adotada na intenção reduzir esses números. Abaixo, a lista divulgada pelo órgão:

- Em 2024, o índice de resolução também alcançou 100%. Os 47 inquéritos de feminicídio foram concluídos com autoria definida e as investigações resultaram em 36 prisões.

- Em Cuiabá, foi implementado o Plantão 24 Horas de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual, oferecendo atendimento de emergência ininterrupto às vítimas.

- Implantou, em 2023, o auxílio moradia, no valor de R$ 600, por meio do SER Família Mulher. Atualmente, 601 mulheres são atendidas pelo programa.

- Setasc e Sesp firmaram termo de cooperação para pagamento de horas extras a policiais civis e militares e bombeiros que atuarem nas ações do programa SER Família Mulher, fortalecendo o combate à violência contra as mulheres.

- Também por meio da Setasc, a Sesp e a Polícia Civil participaram da Expedição MT por Elas, visitando as 15 Regionais do Estado para capacitar toda a rede de proteção.

- Em 2024, a Polícia Civil inaugurou a sala do Plantão Especializado de Atendimento à Mulher e Vulneráveis em Rondonópolis e outra no plantão de Várzea Grande, para garantir acolhimento humanizado para mulheres.

- Ainda em 2024, houve a criação da Superintendência de Políticas Públicas para as Mulheres – SER Família Mulher.

- Também foi estabelecida a Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, sob a responsabilidade da Polícia Judiciária Civil, para garantir os direitos das mulheres e grupos vulneráveis.

- Criação do Projeto Casa de Eurídice, que oferece atendimento virtual multidisciplinar, incluindo orientação jurídica com advogados credenciados, apoio psicológico via plantão social no WhatsApp, assistência social e inserção produtiva por meio de cursos de qualificação, como o programa SER Família Capacita.

- A Patrulha Maria da Penha, conduzida pela Polícia Militar, orienta e acompanha o pós-ocorrência para evitar a reincidência do crime contra a mulher.

- Câmara Temática de Defesa da Mulher, conduzida pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp) com representantes das forças de segurança de Mato Grosso, do Sistema de Justiça e outras instituições, com o objetivo de discutir e planejar ações integradas para ampliar o combate à violência contra a mulher.

FONTE/CRÉDITOS: Primeira página
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