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Sabado, 30 de Maio de 2026
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Justiça matém Marta afastada da presidência da Câmara de Ribeirão Cascalheira e impõe diversas medidas cautelares

Vereadora pode ser presa caso descumpra medidas cautelares impostas pela decisão

Redação Panorama
Por Redação Panorama
Justiça matém Marta afastada da presidência da Câmara de Ribeirão Cascalheira e impõe diversas medidas cautelares
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A Justiça de Mato Grosso determinou o afastamento cautelar da vereadora Marta Francisca de Sales do cargo e da presidência da Câmara Municipal de Ribeirão Cascalheira. A decisão foi proferida pela juíza Laís Baptista Trindade, da Vara Única do município, no âmbito de uma ação penal movida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo a denúncia, a parlamentar é investigada pelos crimes de peculato e falsidade ideológica. O Ministério Público sustenta que, entre janeiro e julho de 2025, ela teria solicitado e recebido diárias de viagem da Câmara Municipal sem ter realizado os deslocamentos declarados.

De acordo com a acusação, os valores pagos à vereadora ultrapassam R$ 36,6 mil. O processo aponta que os pedidos de diárias indicavam viagens para cidades como Cuiabá e Brasília, mas registros oficiais de abastecimento de veículos da Câmara e documentos administrativos indicariam que os deslocamentos não ocorreram.

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A denúncia também afirma que a vereadora teria apresentado relatórios de viagem com informações falsas para justificar os pagamentos. Em um dos episódios citados, o Ministério Público aponta a existência de solicitações duplicadas de diárias para o mesmo período, o que teria gerado pagamento de R$ 8 mil referentes a uma única viagem.

Na decisão, a magistrada afirmou que indícios suficientes da prática dos crimes e que a permanência da vereadora no cargo poderia comprometer a investigação. Conforme o documento judicial, as testemunhas do caso são vereadores e servidores da própria Câmara Municipal, sobre os quais a investigada exerceria influência política e administrativa.

Além da suspensão do mandato, a Justiça determinou que a vereadora está proibida de manter contato com outros vereadores, servidores da Câmara e testemunhas do processo. Ela também não poderá acessar ou frequentar qualquer dependência do Legislativo municipal.

Segundo a decisão, a Câmara Municipal é apontada como o local onde teriam ocorrido os fatos investigados, razão pela qual a presença da parlamentar nas dependências poderia representar risco de interferência na produção de provas ou de repetição das irregularidades.

A Justiça também determinou que a Câmara Municipal de Ribeirão Cascalheira seja comunicada com urgência sobre a decisão para que adote as providências administrativas necessárias, incluindo a substituição na presidência da Casa.

O caso tramita na Vara Única de Ribeirão Cascalheira e as medidas cautelares poderão ser reavaliadas ao longo do andamento do processo. A magistrada também advertiu que o eventual descumprimento das restrições impostas poderá resultar na decretação de prisão preventiva.

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