A movimentação política no Vale do Araguaia para as eleições de 2026 tem chamado atenção pelo número de possíveis pré-candidatos à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Nas últimas semanas, nomes de diferentes municípios passaram a ser citados nos bastidores partidários como interessados em disputar uma vaga no Parlamento estadual.
Entre os nomes mencionados estão Marcelo Aquino, de General Carneiro; Adelcino Lopo, de Pontal do Araguaia; e Moacir Couto, Zé Gota e Gibran Freitas, de Barra do Garças. Também aparecem nas articulações Gustavo Bang, em Nova Xavantina; Sebastião Coracy de Oliveira, em Bom Jesus do Araguaia; Janailza Taveira, de São Félix do Araguaia; Abmael Borges, de Vila Rica; Daniel do Lago, de Porto Alegre do Norte; Priscila Dourado, de Alto Araguaia; e Claudia Gervazoni, de Canarana.
O cenário levanta debates entre observadores da política regional sobre o risco de pulverização de votos. A avaliação é de que a grande quantidade de candidaturas locais pode reduzir as chances de a região manter ou ampliar sua representação no Legislativo estadual.
Atualmente, o Vale do Araguaia conta com o mandato do deputado estadual Dr. Eugênio (PSB), médico com base política em Água Boa. O parlamentar tem atuado em pautas ligadas ao desenvolvimento regional e à destinação de emendas para municípios do Araguaia.
O debate ocorre em um momento considerado estratégico para Mato Grosso. Entre 2027 e 2030, o estado deverá passar por uma série de mudanças estruturais ligadas à expansão logística e ao crescimento econômico. Entre os projetos previstos está a implantação da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), com traçado passando por municípios do Araguaia, como Cocalinho, Nova Nazaré e Água Boa.
Diante desse cenário, lideranças regionais defendem que a região mantenha força política para garantir investimentos em infraestrutura, saúde, educação e logística. Entre as demandas frequentemente citadas estão obras rodoviárias, melhorias na rede hospitalar e projetos de desenvolvimento econômico.
Outro ponto levantado nas discussões é a influência das direções estaduais dos partidos políticos, muitas vezes comandadas por lideranças de outras regiões do estado. Entre elas estão dirigentes como Max Russi, do Podemos; Mauro Mendes, do União Brasil; Nilson Leitão, do PP; Adilton Sachetti, do Republicanos; Carlos Avallone, do PSDB; Rosa Neide, do PT; Carlos Fávaro, do PSD; Ananias Filho, do PL; Janaína Riva, do MDB; Mauro Carvalho, do PRD; e Pedro Taques, do PSB.
Com a proximidade da janela partidária e a definição das chapas, o cenário político do Araguaia ainda deve passar por novas articulações e possíveis alianças. A expectativa é de que, ao longo dos próximos meses, as pré-candidaturas sejam consolidadas ou reavaliadas conforme as estratégias partidárias para a eleição de 2026.